Notícias e Novidades

22 / Agosto / 2022

Aprender a trabalhar em equipa é fundamental

Quantos já ouvimos “Não vais conseguir mudar o mundo sozinho(a)”? – todos nós, contudo o importante não é a mudança sozinhos, mas sim fazer parte da mudança.   Um dos grandes motores deste novo percurso, o seu maior segredo talvez, reside em aprender a trabalhar em equipa. Assim se conquistam sonhos e objetivos. Envolvidos e como parte integrante da mudança.   Todos temos consciência da sociedade atual, regulada pela competição e pelo individualismo, em grande parte por força de uma educação dependente de valores de outras épocas e, por outro lado, vinculados às tradicionais matérias e meios de ensino. Dizem-nos para ser os melhores, ou pelo menos não ser os piores, por vezes, trazem o que há de mais individualista e competitivo em nós, que estava adormecido, ou ainda não verdadeiramente desperto para uma hostilidade que em nada nos ajuda. Acordamos desse mundo doce… violentamente. Já todos vivemos momentos de euforia, baseados num sucesso que, na verdade, resultou apenas da constatação do lugar de colegas ou pares, que tiveram resultados de aprendizagem inferiores ou só diferentes dos nossos. Mas sentimos esse poder, em solidão por opção.   Nos tempos atuais, felizmente e principalmente no mercado de trabalho, assistimos à valorização da equipa. Do trabalho em grupo. Qualquer oferta de emprego faz referência ao trabalho em equipa, este é um pilar que, cada vez mais, as empresas e organizações procuram que esteja bem firme, seja forte e bem alicerçado de forma que, ao contratar ou aceitar alguém novo, esperam e desejam que se reforce ainda mais.   Atualmente, já é considerada uma competência essencial, professional skills para todos, principalmente em equipas multidisciplinares. Aqui há um desgaste cada vez maior no desempenho de trabalhos diferenciados, mas paralelamente evidencia-se a necessidade da equipa, para um desempenho na perfeição.   Pensando, num exemplo simples e prático, um(a) enfermeiro(a) veterinário(a) ainda sem experiência, e que ingressa no mercado de trabalho, se conseguir integrar numa equipa de enfermagem que lhe transmita, calma, confiança e que na dúvida, estará e   haverá sempre alguém com quem partilhar e criar soluções, este profissional vai ser futuramente forte e confiante, porque aprenderá a trabalhar na base que lhe foi transmitida desde o início. Quando chegar a sua altura de acompanhar alguém com menos experiência, poderá demonstrar o bom profissional que se tornou. O exemplo multiplica-se tanto no bom como no mau e, na verdade, custa tanto fazer um como outro, é uma questão de escolha inteligente.   Se desde o início entrasse num meio em que se trabalha na base do individualismo e competição, todos sabemos que, muito provavelmente, não vai conseguir alcançar o seu potencial de forma exponencial. Na verdade, estará preocupado(a) em ser melhor que os outros e não tanto com o seu crescimento como profissional.   Infelizmente, sabemos que existem ainda alguns locais de trabalho com estas premissas, mas também nós, como seres individuais, podemos e devemos incitar à mudança, pela nossa saúde mental e a nossa evolução pessoal, bem como pela nossa grande motivação que são os animais, os pacientes que cuidamos. Sabemos que há casos extremamente complexos e que se a equipa não estiver no seu melhor, não seremos capazes do cumprimento integral da nossa missão, fazer o trabalho que ambicionamos e fazer como enfermeiros veterinários! Estritamente no âmbito das suas competências.   O trabalho em equipa difere claramente do trabalho individualista ou competitivo. Numa perspetiva em que cada um de nós se foca na conclusão da tarefa para obter os resultados esperados, ou em competir com outros colegas para alcançar esses mesmos resultados, almejando alcançar somente os seus próprios objetivos, claramente não é trabalho de equipa.   Já numa situação em que os profissionais têm de trabalhar em conjunto, pois os objetivos serão alcançados se, e somente se, cada membro da equipa os atingir, são essenciais os conhecimentos e o esforço de todos os membros, isto é trabalho em equipa. Citando Virginia Burden, “A cooperação é a convicção plena de que ninguém pode chegar à meta se não chegarem todos”.   É simples e evidente verificar, que o trabalho em equipa tem imensa importância e benefícios para os profissionais, as empresas e organizações. Maior eficiência, dividindo tarefas complexas em mais simples e trabalhar de forma complementar; Inovação, há inúmeras maneiras de resolver um determinado problema, com diferentes perspetivas encontraremos a mais eficaz, estimulando o processo cognitivo de toda a equipa; Automonitorização, os colegas de equipa acabam por observar e monitorizam, pois dependem da qualidade do trabalho do outro profissional, isto minimiza erros, por vezes fatais, ou que haja descuido e desmotivação por parte dos profissionais; Co aprendizagem, quando trabalhamos no mesmo espaço aprendemos a reconhecer as nossas capacidades e limitações, uns dos outros, e vamos acabar por limar erros e ajudar a melhorar o desempenho do todo; Bom ambiente de trabalho é algo que se propaga facilmente por todo o local de trabalho e tem impacto direto no desempenho, na produtividade e na qualidade das tarefas realizadas.   É obvio que trabalhar em equipa é uma tarefa bastante exigente, é necessário comunicação, união, disciplina, trabalho e profissionalismo, mas comunicação eficaz é um dos fatores fulcrais, ter capacidade de ouvir e aceitar todas as opiniões é uma mais-valia. A partilha de informação também é muito importante, pois guardar para nós o que sabemos, não vai ser valor acrescentado, ao partilhar e ensinar os outros, vamos dar oportunidade a alguém de crescer enquanto profissional, mas também enquanto pessoa.   É fundamental olhar para o trabalho em equipa como uma possibilidade de crescimento,  de troca de ideias, de adquirir conhecimentos e até de construir/potenciar amizades, é muito comum fazermos amigos para a vida nos locais onde já estudamos e trabalhamos, pois para o sucesso há que saber desdramatizar situações difíceis, estar sempre com foco e motivação nos objetivos finais assim acabaremos por criar uma forte união com todos os elementos, mais próximos ou nem tanto, mas a  equipa sai reforçada.   É muito comum ouvir a expressão “Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe” (Clarice Lispector). Todos já tivemos oportunidade de comprovar isto ao longo da nossa vida pessoal, como estudantes e como trabalhadores. Não é fácil trabalhar em equipa, muitas vezes implica moldar-nos e mudar estratégias, várias vezes. A trabalhar em equipa as nossas falhas e erros são facilmente detetadas pelos outros, mas o certo é que vale todo o esforço, o compromisso máximo de todos os elementos, para chegar mais além e cumprir os objetivos que já ambicionamos cumprir há muito!   “Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória” (Henry Ford).   Filipa Martins, in Veterinária Atual *Artigo de opinião publicado originalmente na edição nº 161 de junho de 2022 da VETERINÁRIA ATUAL

04 / Julho / 2022

Estudo sobre Resistências a Antibióticos – Perceção dos Enfermeiros Veterinários

Estudo sobre Resistências a Antibióticos – Perceção dos Enfermeiros Veterinários   És Enfermeiro Veterinário a exercer, ou que já tenhas exercido em Portugal, na área de enfermagem veterinária de animais de companhia? É preciso a tua ajuda!   O presente estudo insere-se num projeto de dissertação no âmbito do Mestrado em Sistemas Integrados de Gestão, Qualidade, Ambiente e Segurança (MSIGQAS) no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA). Este estudo tem como objetivo analisar o conhecimento dos Enfermeiros Veterinários face às resistências aos antibióticos, bem como às boas práticas preventivas a praticar em contexto de trabalho. São alvo deste estudo Enfermeiros Veterinários a exercer,ou que já tenham exercido em Portugal, na área de enfermagem veterinária de animais de companhia. Neste âmbito, convidamo-lo/la a responder a algumas perguntas sobre o assunto, que envolverá a recolha de informação relativa a caraterísticas sociodemográficas, contextualização do exercício da profissão e das práticas clínicas exercidas e o conhecimento adquirido relativo à temática. O preenchimento do inquérito deverá demorar aproximadamente 7 minutos.   A privacidade e a proteção dos dados estão de acordo com o Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE. Os dados recolhidos serão utilizados para fins de investigação científica e serão mantidos pelo período de tempo necessário para o tratamento dos mesmos e para a sua divulgação, que se prevê ser de aproximadamente 5 anos. A segurança e a proteção dos dados é assegurada através do armazenamento dos mesmos, num equipamento protegido por palavra-passe, acedido apenas pelos investigadores.  A confidencialidade e a privacidade dos dados são garantidas pelo anonimato das respostas.    Vamos todos colaborar com este estudo da do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA).   Acede aqui ao link para o inquérito e demais informações sobre a pesquisa.    

09 / Junho / 2022

Estudo sobre Saúde Psicológica em Profissionais de Medicina Veterinária em Portugal

És Enfermeiro/a Veterinário/a residente em Portugal? É preciso a tua ajuda!      A literatura internacional sugere fortes evidências de risco aumentado de problemas de Saúde Mental entre profissionais da medicina veterinária em comparação com a população em geral. Somando-se a isso, pesquisas neste foco em Enfermeiros/as Veterinários/as são raras.      A classe profissional da medicina veterinária, ainda é carente de medidas preventivas, de promoção e intervenção em saúde psicológica e bem estar emocional em Portugal. Ao responder este inquérito poderás colaborar imensamente para constituir evidências e transformar essa realidade.       O presente estudo "Saúde Psicológica em Profissionais de Medicina Veterinária em Portugal" tem como instituição promotora a Universidade da Maia (ISMAI) e decorre no âmbito de uma dissertação de mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde. Para este estudo, procuramos a colaboração de  Enfermeiros/as Veterinários/as, de qualquer nacionalidade, desde que se encontrem no ativo e exerçam a sua atividade em território português.        Vamos todos colaborar com este estudo da Universidade da Maia (ISMAI)        * Toda a informação recolhida é confidencial, destinando-se o uso exclusivamente para fins científicos.    Acede aqui ao link para o inquérito e demais informações sobre a pesquisa.    

01 / Junho / 2022

Livro de Resumos do VII Congresso Internacional de Enfermagem Veterinária publicado na RPCV

É um enorme prazer informar que o 1º livro de resumos do VII CIEV que acaba de ser editado pela Sociedade Portuguesa das Ciências Veterinárias, podes descarregar o PDF no link: https://www.spcv.pt/rpcv-volumes/ para leres todos os trabalhos publicados. Felizmente, esta edição do congresso teve a colaboração da Sociedade Portuguesa das Ciências Veterinárias, que como parte da comissão científica avaliou os 33 trabalhos submetidos a concurso. Foram dados a conhecer trabalhos experimentais, resultados de investigação, casos clínicos, casos de estudo e trabalhos técnicos de aplicação de técnicas e/ou tecnologias aplicadas em enfermagem veterinária nas diferentes espécies animais. Agora estes 33 trabalhos estão publicados em resumo para serem lidos e revistos, estamos mesmo muito satisfeitos e orgulhosos de todos os que de alguma maneira contribuíram para que toda esta edição fosse um sucesso. Mais uma vez, agradecemos a especial colaboração da SPCV na divulgação dos resumos que resultaram do evento. Agora resta-nos aguardar pela nova edição, que está agendada para fevereiro de 2024 na ESA Elvas, em regime presencial, com todo o convívio que este tipo de evento proporciona. Esperemos puder contar com todos os Enfermeiros Veterinários e estudantes de Enfermagem Veterinária. Parabéns e muito obrigada a todos pela colaboração e um até breve.

20 / Abril / 2022

Enfermagem veterinária: A importância da formação na evolução e credibilização profissionais

   A presente posição da enfermagem veterinária em Portugal tem vindo, indubitavelmente, a aumentar de peso ao longo dos anos, sendo estes profissionais, atualmente reconhecidos e considerados relevantes membros clínicos de uma equipa veterinária.      A necessidade da criação da licenciatura, em 2003, surgiu devido a vários fatores, nomeadamente à necessidade por parte dos médicos veterinários em possuírem colegas qualificados e com um nível educativo e formativo superior onde, unidas forças entre ambas as classes, se tornaria possível melhorar o standard clínico. Havia, sem dúvida, uma lacuna que se tornou imperativa em ser preenchida no panorama nacional veterinário, marcada pela ausência de membros de equipa qualificados, assim como o reconhecimento daqueles que trabalhavam na área há vários anos sem treino adequado. Contudo, essa simbiose entre ambas as classes não foi concretizada a um nível aceitável, adequado e rigoroso como se esperava, tendo-se imposto diversas barreiras a estes profissionais, culminando, em alguns casos, na sua desistência, igualmente impulsionada pela indefinição da profissão e a consequente e constante dúvida do seu verdadeiro lugar, e necessidade, em terras Lusas. Reafirmo que, atualmente, a profissão se encontra num patamar muito mais elevado e, essencialmente, reconhecida pelo corpo clínico e público geral, contudo é fulcral que se continue a lutar pela sua regulação e consequente dignificação, sendo o meio que possibilitará o seu alcance, não somente a introdução de órgãos jurídicos que permitam levar à constituição de um Código Deontológico/Ordem, mas principalmente um contínuo esforço individual e de união de uma classe, pois só dessa forma se unificarão forças que nos permitirão alcançar os objetivos mencionados.       Existe uma direta, e quase inevitável, comparação com a enfermagem veterinária praticada no Reino Unido, contudo o processo de creditação em terras de sua Majestade foi longo. Foi em finais de 1940, inícios de 1950, que se começou a perceber a necessidade de ter membros de equipa veterinária qualificados, contudo o título de “enfermeiro veterinário” foi somente reconhecido legalmente em 1991. Dessa forma é importante que se parem de fazer comparações somente tendo em conta o resultado final, e haja (re)conhecimento do processo moroso e tumultuoso que culminou na regulação, credibilização e instituição da profissão de enfermagem veterinária no Reino Unido.      Independentemente das questões legais, jurídicas e governamentais que se apresentaram durante esse processo, a voz e associativismo dos profissionais que lutavam pela proteção e dignificação do seu título foi fulcral e fundamental para que os resultados fossem frutíferos. A forma mais eficaz de ser ouvido é, inicialmente, pela demonstração e comprovação da sua utilidade num corpo clínico, consequentemente evoluindo para uma necessidade − atingindo ultimamente um estado de obrigatoriedade −, a um nível em que é impensável existir um corpo clínico sem uma equipa de enfermagem veterinária, sublinhando e reiterando, veementemente, a palavra equipa – uma pluralidade de membros com uma multiplicidade de funções transversalmente relevantes.      Esse é o tronco, a base, da profissão de enfermagem veterinária. Os múltiplos ramos que daí advêm são uma representação da imensidão e transversalidade da ciência que é a veterinária, de mãos dadas com os profissionais que decidem acoplar-se, obtendo-se frutos evolutivos que incitam e alimentam a sua credibilização. A formação é a base do crescimento profissional, seja ela em que área for, contudo – afirmo-o com conhecimento de causa e como enfermeiro veterinário no Reino Unido há mais de sete anos – é fundamental na profissão e na sua evolução.      Existe uma necessidade obrigatória por parte do órgão que regula a profissão – Royal College of Veterinary Surgeons (RCVS) – em realizar um determinado número de horas anuais de formação para que se mantenha o título, sem o qual é ilegal exercer no país, independentemente dos anos de experiência profissional. Igualmente, todas as entidades patronais oferecem uma contribuição ao funcionário para a sua formação profissional, quer seja em valor monetário alocado, quer seja em dias pagos para questões formativas, ou ambos. Este não é o caso em Portugal, onde muitas vezes os profissionais de veterinária são vistos como pedaços de madeira, sem existir consciência de que se os deixassem expressar não só, mas também, a nível formativo, se poderiam tornar em esculturas magnificentes, resultando numa simbiose entre entidade patronal – profissional, de perfeita comunhão e bilateralmente vantajosa. Esta questão não é impositiva, mas incita o esforço individual, que deixa de ser forçado dando lugar a uma naturalidade saudável e revigorante.      As comparações feitas no presente artigo entre a profissão em Portugal versus no Reino Unido não têm qualquer intuito derrogatório/depreciativo para com a profissão em Portugal, muito menos se pretende apelar à emigração. O objetivo é precisamente o oposto – sustentar um exemplo em que a profissão é regulada e credibilizada e tentar entender quais os passos que foram tomados para atingir esse objetivo final, sendo comummente desejado por todos os profissionais da área. Contudo, reitero que essa concretização depende do esforço, ambição e perseverança de cada um de nós, pois a inércia nunca foi, nem será, sinónimo de evolução. É evidente a frustração de alguns colegas de profissão, principalmente marcada pela rotina, repetição e impossibilidade de progressão de carreira, inseridos numa profissão não regulada. São demasiadas premissas negativas que prefaciam uma ausência de interesse geral, contudo é fulcral que se comecem a tomar medidas para inverter este sentimento tão contraproducente, contudo reversível. A constante aprendizagem e, consequentemente, evolução de competências obtidas pela formação, são essenciais para a reversibilidade deste desinteresse geral, pois os seus resultados serão diretamente proporcionais aos trilhos que se envergam e ao nível de ambição do profissional. *    Carlos Matos, in Veterinária Atual    *Artigo de opinião publicado originalmente na edição n.º 158 da revista VETERINÁRIA ATUAL, de março de 2022.

Agenda

01 / Setembro / 2022

Webinar Alterações no Clima

com Drª Inês Barbosa, da MSD

26 / Julho / 2022

Webinar Obesidade em Animais de Companhia

com Drª Mafalda Gonçalves, DVM, PhD student

Evento Agendados